terça-feira, 7 de agosto de 2012

Número de falantes da Língua Portuguesa no mundo


LugarIdiomaFamíliaEstatuto oficialNúmero de falantes
6°PortuguêsIndo-europeia, Itálica, RomânicaLíngua oficial em: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e na R.A.E. de Macau.249 milhões de nativos + 20 milhões como segunda língua = 269 milhões no total.

Reportagem Cultura Afro-descendentes

Negros do Mundo
Afro-descendentes de vários países contam como é viver no Brasil

por Luciana Albuquerque
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil tem a maior população negra fora da África. Segundo a Fundação Cultural Palmares (entidade de defesa da cultura afro-brasileira ligada ao Ministério da Cultura), 44,2% da população brasileira é composta por afro-brasileiros. Mas, apesar da "africanidade" visível em nossa cultura, os estrangeiros que aqui moram ainda acham tudo muito estranho. Parecido mesmo só a alegria do povo. Isso é unânime! É tanto encanto que muitos chegam e não voltam mais para sua terra natal. E de coração aberto, o Brasil acolhe a todos
foto Arquivo Pessoal
Guiné-Bissau/Minas Gerais
Com o único objetivo de estudar, o africano Samba Candé, de 24 anos, deixou o seu país para viver na histórica São João Del Rey, em Minas Gerais. "Fui selecionado para a Universidade Federal através do Convênio do Programa de Estudantes Estrangeiros do Curso de Graduação (PEC-G), que envolve alguns países da África e da América Latina. Estou muito orgulhoso por isso", conta. Morando no Brasil há quatro anos e meio, Cande - um observador nato - já percebeu as diferenças entre os dois países e, segundo ele, são muitas. "Embora digam que o Brasil tem um pé na África, a diferença ainda é enorme em termos de cultura. Alguns Estados, como a Bahia, podem ser considerados uma parte da África, mas o Brasil tem uma cultura mais liberal e ousada. Na África a variedade é grande, mas com certas restrições, dependendo da tribo. Agora, uma das semelhanças que encontrei aqui é que tanto no Brasil como na África tem espaço para todo o mundo", comemora. Ele mora em uma república com dois brasileiros e outro africano e pretende voltar para a Guiné-Bissau assim que se formar. Orgulhoso de sua origem, o estudante mata a saudade pensando nos amigos e na família e vai na contramão da maioria dos estrangeiros que chegam por aqui. "Onde nascemos e crescemos é sempre melhor do que qualquer lugar do mundo". Candé é um jovem viajado e em suas andanças por 14 países da África Ocidental diz nunca ter sofrido preconceito. Por lá, o que mais incomoda é a rivalidade entre as tribos. Em Guiné-Bissau, segundo ele, o assunto racismo já está superado, "por se tratar de um país em busca de paz e estabilidade". Mas é fato que no Brasil as coisas são bem diferentes. "É um preconceito disfarçado de peruca e com falsa identidade", dispara o estudante.

Número de falantes em cada país da Língua Portuguesa

População dos países e jurisdições de língua oficial ou cooficial portuguesa


Gráfico de setores ilustrando a porcentagem de falantes do português por país.
Segundo dados estatísticos oficiais e fiáveis dos respetivos governos e seus institutos nacionais de estatística, a população de cada uma das nove jurisdições é a seguinte (por ordem decrescente):
  • Brasil: 190 755 799 (resultados definitivos do Censo de 2010);
  • Moçambique: 20 366 795 (resultados definitivos do Censo de 2007),
  • Angola: 15 116 000 (estimativa do governo. Angola não realiza um censo há muitas décadas, estando o próximo previsto para 2013);
  • Portugal: 10 555 853 (resultados preliminares do Censo de 2011);
  • Guiné-Bissau: 1 520 830 (resultado definitivo do Censo de 2009);
  • Timor-Leste: 1 066 582 (resultados preliminares do Censo de 2010);
  • Guiné Equatorial: 616 459 hab (Censo de 2008)
  • Macau: 558 100 (estimativa do 2.° trimestre da DSEC do Governo da RAE de Macau. O resultado do Censo de 2011 ainda está sendo tabulado);
  • Cabo Verde: 491 575 (resultado preliminar do Censo de 2010)
  • São Tomé e Príncipe: 137 599 (resultados do Censo de 2001 divulgado em 2003)

Mapa dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)
Com esses dados acima expostos constata-se que o número de falantes do espaço lusofóno seja de aproximadamente 241 milhões de pessoas.
Poderá acrescentar-se a esse número a imensa diáspora de cidadãos de nações lusófonas espalhada pelo mundo, estimando-se que ascenda aos 10 milhões (4,5 milhões de portugueses, 3 milhões de brasileiros, meio milhão de cabo-verdianos, etc.), mas sobre a qual é difícil obter números reais oficiais, incluindo-se nisso a obtenção de dados porcentuais dessa diáspora que fala efetivamente a língua de Camões, uma vez que uma porção significativa será de cidadãos de países lusófonos nascidos fora de território lusófono descendentes de imigrantes, os quais não necessariamente falam o português. É necessário ter-se igualmente em conta que boa parte das diásporas nacionais já se encontra contabilizada nas populações dos países lusófonos, como por exemplo o grande número de cidadãos emigrantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) e brasileiros em Portugal, ou o grande número de cidadãos emigrantes portugueses no Brasil e nos PALOPs.
A língua portuguesa está no cotidiano de 241 milhões de pessoas, que têm contato direto ou indireto legal, jurídico e socialmente com a língua portuguesa, podendo tal contato consistir do idioma no dia-a-dia, passando pela educação, pelo contato com a administração local ou internacional, pelo comércio e/ou serviços, ou até mesmo consistir do simples vislumbre de sinalética, informação municipal e publicidade em português.
Cabe notar ainda o importante aumento e a consolidação da população das várias jurisdições para números arredondados facilmente identificáveis: Portugal Continental com 10 milhões e Açores e Madeira contabilizando já meio milhão juntos; o Brasil passa dos 190 milhões, Moçambique dos 20 milhões, Angola dos 15 milhões, Guiné-Bissau 1,5 milhão, o grupo insular africano Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que têm 1 milhão, Timor-Leste, que também tem praticamente a mesma população, e Macau com 500 mil. Números recentes e reais que, individualmente e em conjunto, fortalecem as suas nações, as identidades lusófonas e a língua portuguesa no panorama internacional.

Português como língua estrangeira

O ensino obrigatório do português nos currículos escolares é observado no Uruguai e na Argentina.Outros países onde o português é ensinado em escolas, ou onde seu ensino está sendo introduzido agora, incluem Venezuela, Zâmbia, Congo,Senegal, Namíbia, Suazilândia,Costa do Marfim e África do Sul.

Origem da Língua Portuguesa

A história da língua portuguesa é a história da evolução da língua portuguesa desde a sua origem no noroeste da península ibérica até ao presente, como língua oficial falada em Portugal e em vários países de expressão portuguesa. Em todos os aspectos - fonética, morfologia, léxico e sintaxe - o português é essencialmente o resultado de uma evolução orgânica do latim vulgar trazido por colonos romanos no século III a.C., com influências menores de outros idiomas.
O português arcaico desenvolveu-se no século V d.C., após a queda do Império Romano e as invasões bárbaras, como um dialecto românico, o chamado galego-português, que se diferenciou de outras línguas românicas ibéricas. Usado em documentos escritos desde o século IX, o galego-português tornou-se uma linguagem madura no século XIII, com uma rica literatura. Em 1290 foi decretado língua oficial do reino de Portugal pelo rei D.Dinis I. O salto para o português moderno dá-se no renascimento, sendo o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende (1516) considerado o marco do seu início. A normatização da língua foi iniciada em 1536, com a criação das primeiras gramáticas, por Fernão de Oliveira e João de Barros.
A partir do séc. XVI, com a expansão da era dos descobrimentos, a história da língua portuguesa deixa de decorrer exclusivamente em Portugal, abrangendo o português europeu e o português internacional. Em 1990 foi firmado um tratado internacional com o objetivo de criar uma ortografia unificada, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.vv

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Gastronomia Africana

Gastronomia

A Gastronomia de África é conhecida pelos seus variados sabores quentes e exóticos.
Cada prato, cada condimento ou mesmo especialidade é característica de cada país, região e de cada povo, que facilmente permanecem na memória e no paladar de todos aqueles que têm o prazer e a oportunidade de saboreá-los.
O verdadeiro encontro com os sabores, dá-se nos mercados africanos onde se encontra produtos do mar junto à costa, frutos nas regiões arborizadas, painço, sorgo e inhame nas zonas da Savana. Todos os mercados são o ponto de encontro de uma multidão frequentemente densa, além de centros onde se agrupam os artesãos.
O comprador matutino (madrugador), além de encontrar carne fresca, beneficia também de melhores preços. O primeiro cliente é considerado assim como um talismã, e quanto mais cedo se faz a primeira venda, melhor se anuncia o dia. Quanto aos outros compradores, terão de regatear duramente. Os mercados podem instalar-se no próprio chão, abrigar-se em vastos armazéns ou organizar-se à volta das lojas dos artesãos.
A gastronomia de Angola é caracterizada pelo feijão de óleo de palma (dendém) e pela muamba de galinha.
Cabo Verde presenteia-nos com a cachupa de peixe, rica em proteínas.
Na Guiné-Bissau não há quem fique sem comer o famoso caldo de peixe.
Em S. Tomé e Príncipe não existe quem não goste de calulu de peixe.
Em África seja peixe ou carne, todos os ingredientes são frescos e temperados com várias horas de antecedência, para depois se cozinhar e deixar-se envolver primeiramente pelos cheiros que vagueiam na cozinha e depois pelos gostos picantes e exóticos.

Receitas:
Muamba
Ingredientes:
300 g de carne de vaca pré-cozida
300 g de carne de galinha pré-cozinha
200 g de quiabo
½ xícara de óleo de palma
1 xícara de molho de muamba
Cebola
Alho
Sal
Água

Preparação:
Doure a cebola e o alho no óleo de palma. Depois acrescente as carnes de galinha e vaca, os quiabo cortados ao meio e o molho de muamba. Misture bem os ingredientes e coloque um copo de água. Deixe cozer por 20 minutos.


Cachupa rica
Ingredientes:
Azeite
Cebola
Sal
Alho
Milho branco para cachupa
Feijão
Carnes de vaca, porco (salgado dias antes), chouriço e frango
Couves

Preparação:
Coloque numa panela de pressão o milho, feijão, sal e um dente de alho. Cubra metade da panela com água e deixe cozinhar durante 30 minutos. Enquanto isso, numa outra panela, refogue o alho e a cebola no azeite. Misture este refogado à carne. Por fim, acrescente tudo ao feijão e ao milho e deixe apurar durante uns 15 minutos.



Caldo de peixe
Ingredientes:
600 g de vários peixes
1 dl de óleo de palma (citi)
2 dentes de alho
2 cebolas
1,5 litros de água
Sal q.b.
Piripiri q.b.
90g de arroz

Preparação:
Arranjam-se os peixes, passam-se por água e cortam-se aos bocados. Leve ao lume num tacho óleo de palma, os dentes de alho e as cebolas cortadas às rodelas. O sal e o piripiri. Assim que a cebola alourar, junta-se o peixe e deixa-se fritar um pouco. De seguida adiciona-se a água para cozer o peixe e assim que levantar fervura junta-se o arroz. Deixe cozinhar durante uns 15 minutos, e está pronto a servir.



Lenda Africana: Vampiros na África

A mitologia vampírica africana relaciona diretamente a bruxaria com rituais tradicionais de 'vampirismo bruxo', onde, segundo pesquisadores, ao cair da noite, os mesmos evocavam o demônio para conseguir o falecimento de inimigos em tribos vizinhas. Tais rituais, com características denotadamente vampirescas, denotavam-se por "sugar o sangue das vítimas". Tais costumes eram mantidos pelas tribos ao longo do Rio Niger e a tribo "ibo". Entre o povo yakô, da Nigéria, o costume vampírico-bruxo, era voltado aos bruxos, que após a sua morte, voltavam para sugar o sangue de suas vítimas adormecidas. Cada tribo africana, mantinha codinomes para os seus mitos vampíricos.  Na tribo Ashanti, na região oeste do país, o nome dado ao vampiro é Obayifo Obayifo era um indivíduo que morava na tribo e mantinha hábitos de viver à noite, sugar o sangue das pessoas da tribo, e era considerado um bruxo. Já na tribo Dahomeanos, o nomeome dado ao vampiro é Asiman (Mesmas características de Obayifo) e pro fim na tribo Ashanti de Ghana na África ocidental, o vampiro é chamado de Asasabonsam, tinha características de humanóide com pés em formas de garra. Narram os pesquisadores, que Asasabonsam mantinha o costume de viver na floresta, no alto de árvores, e com suas garras capturar suas vítimas. 

Receita Africana:Caranguejo Grelhado

                                                Caranguejo Grelhado


Ingredientes:
Caranguejos limpos
Leite de coco
Alho
Sal
Limão


Preparação:
Limpe bem os caranguejos e retire a carcaça. Reserve.
Em uma panela coloque o leite de coco, o alho e o sal, leve ao fogo e deixe ferver até reduzir um pouco. O leite deverá ficar mais expesso. Retire do fogo e leve para gelar. Antes de aplicar no grelhado, adicione suco de limão.
Leve o caranguejo para a grelha e durante o cozimento que deverá ser de aproximadamente 30 min, vá regando com o molho de coco.